Os números de 2012

30 dez

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

600 pessoas chegaram ao topo do Monte Everest em 2012. Este blog tem cerca de 11.000 visualizações em 2012. Se cada pessoa que chegou ao topo do Monte Everest visitasse este blog, levaria 18 anos para ter este tanto de visitação.

Clique aqui para ver o relatório completo

Prezados Ouvintes

2 jan

Livro: Prezados Ouvintes – Histórias do Rádio e do Pop Rock
Autor: Mauro Borba
Ano: 2001

Um livro muito interessante e bacana, onde Mauro Borba conta como foi o nascimento da Rádio Pop Rock, uma emissora de Porto Alegre, e comenta como surgiu seu interesse pelo mundo radiofônico.

Comenta com detalhes várias coisas, sobre outras emissoras do Rio Grande do Sul, mas com o foco nas emissoras em que ele trabalhou, e principalmente, na Pop Rock.

Além disso, ele conta um pouco sobre o cenário musical dos anos 80, e um pouco dos anos 90, contando a história de algumas bandas gaúchas, e outras bandas brasileiras. Como algumas delas alcançaram o tão sonhado: sucesso. O Mauro fala bastante dos shows que ele assistiu, tanto em Porto Alegre, como mundo a fora.

É muito interessante ver como foi o crescimento das rádios, como as músicas começaram a tocar, como muitas bandas, hoje mundialmente famosas, ficaram conhecidas naquela época. E principalmente, como o Rock Gaúcho começou a ter destaque fora do Rio Grande do Sul.

Um livro curto, de leitura fácil e agradável. Interessante e muito bem escrito.

Os Números de 2011

1 jan

Razão e Sensibilidade

28 dez

Razão e Sensibilidade

Livro: Razão e Sensibilidade
Título Original: Sense and Sensibility
Autora: Jane Austen
Ano: 1811
Edição Bilíngue por Editora Landmark 2010

Jane Austen, uma das minhas escritoras preferidas. Não só pela forma contagiante em que descreve os detalhes, mas a forma como sua interpretação de tempos passados é unicamente retratada. No entanto, sua descrição no livro Razão e Sensibilidade é simples e em momento algum deixa de ser menos profunda por isso.

A história se passa em torno das duas irmãs: Elinor e Marianne, numa Inglaterra jamais descrita. Sendo ainda o fim do séc. XVIII.

As irmãs ficam “perdidas” com a morte do pai que deixa sua herança para o filho de seu primeiro casamento. Herança essa que obedece as leis inglesas.

“Bonitas, inteligentes e sensíveis, as irmãs Elinor e Marianne, sua mãe e sua irmã menor, Margareth, mudam-se para um chalé oferecido por um parente distante. Sem dotes a serem oferecidos…” as irmãs Elinor e Marianne tem poucas chances de conseguir um bom casamento, porém a estereotipada Razão em Elinor junto a Sensibilidade de Marianne revelaram-se importante contra a sociedade hipócrita e preocupada com valores morais errôneos daqueles tempos.

Pra Ser Sincero

23 dez

Livro: Pra Ser Sincero
Autor: Humberto Gessinger
Ano: 2009

O livro “Pra ser Sincero” é dividido em três partes: uma autobiografia do Humberto, algumas letras das canções dos Engenheiros e a parte “Para entender”, que traz um ensaio do professor de literatura da UFRGS, Luís Augusto Fisher.

Na primeira parte são relatadas principalmente histórias dos Engenheiros do Hawaii, não apenas fatos acontecidos com o Humberto. Conta um pouco sobre o Pouca Vogal também, seu projeto com o Duca Leindecker (Cidadão Quem).

O livro todo é escrito com uma linguagem bem poética e particular do Humberto Gessinger. Contém algumas fotos.

Na segunda parte, além das letras, há também ilustrações e comentários sobre quase todas as músicas.

Na terceira e última parte, com Luís Augusto, ele escreve sobre o papel que os Engenheiros do Hawaii tem na questão cultural do país.

A Era do Consenso

14 dez

Livro: A Era do Consenso: um manifesto para uma nova ordem mundial
Autor: George Monbiot
Ano: 2004

A Era do Consenso é uma análise crítica sobre os fenômenos econômicos, que mostra caminhos para combater as imposições, principalmente do FMI, a Organização Mundial do Comércio e o Banco Mundial.

É um livro que levanta sem medo, alguns graves problemas, mas ao mesmo tempo, mostra que há soluções, assim como o próprio autor diz “Ao procurar as condições necessárias para a criação de uma era do consentimento, não tentei ser original. Adotei soluções já existentes que me pareceram eficazes. Mas revisando e aperfeiçoando os argumentos em que se apóiam.”

“Uma admirável experiência para abrir nossa mente a novas possibilidades e esferas de debate” Daily Telegraph.

Ler Devia Ser Proibido

8 dez


Por Guiomar de Grammon

A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?

Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente.

Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verosimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?

É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metros, ou no silêncio da alcova. Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.

Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.

Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.

Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.

Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

Um Mundo Perfeito

2 dez

Livro: Um Mundo Perfeito
Autor: Leonardo Brum
Ano: 2008

Enquanto lia esse livro, acabei encontrando um vizinho aqui no prédio e ele me perguntou o que eu estava lendo. Eu disse “Um mundo perfeito”, ele riu e me perguntou “e o mundo é perfeito?”. Eu respondi “na verdade é um pesadelo”. Ele riu de novo e achou que eu estava falando da minha vida.

O livro retrata muito bem isso, que a vida que é perfeita tem sim como se tornar um pesadelo. A narrativa se passa em uma pequena Ilha do Brasil, chamada Pedra-Luz, que fica perto da cidade de Vitória. A ilha é pequena, tem menos de 250 habitantes que vivem suas vidas pacatas em uma cidade que não acontece quase nada, mas que é cheia de mistérios, que envolvem muitas lendas e histórias que estão presentes desde a sua fundação.

Porém, ninguém estava muito feliz com a sua vida, sua aparência, com seu cotidiano, e todos desejavam que algo mudasse, para melhor. E quem não estava insatisfeito com nada, acabou sendo “induzido” pelos outros a querer que algo na sua vida mudasse.

Eis que um belo dia, o desejo de todos se realizou! E a vida perfeita então começou. E afinal, era o que todos queriam, não era?!

Não, não era. Os dias foram passando e as coisas foram realmente saindo do controle, e a ilha desapareceu do mapa, assim como todos os seus moradores. O noticiário de Vitória publicava o desaparecimento repentino de todos, enquanto na ilha, era como se nada estivesse acontecendo, tirando as mudanças de cada pessoa.

O tempo foi passando e as coisas foram ficando feias, e as pessoas perceberam que aquilo não era mais o que eles queriam. Eles queriam as suas vidas de volta.

Clarice foi a pessoa que conseguiu descobrir o que aconteceu, e resolveu tentar resolver a situação, visto que, nem ela mais conseguia agüentar o que por pura insatisfação acabou pedindo.

Depois de 6 meses de sofrimento e interrogações, o “mal” – que nada mais era do que uma criatura horrenda que era uma ave que se parecia também com um morcego – apareceu para dar “fim” na história de todos os moradores da cidade. A criatura não entendia o porque de as pessoas desejarem tanto serem melhores, e depois que seus desejos foram realizados elas queriam que tudo voltasse ao normal. A única coisa que poderia deter a criatura era o diamante azul, que era do conhecimento de todos, porém, muitos achavam que era apenas uma lenda da cidade. O diamante tinha o poder de realizar o desejo de qualquer pessoa que estivesse em com ele em suas mãos. Uma verdadeira caçada começou atrás do lendário diamante azul, para poder salvar a vida das pessoas da ilha.

E o resto eu deixo para quem tiver interesse de ler. A narrativa às vezes é um pouco confusa, pois os dias vão e vem, não seguem bem uma ordem cronológica, e a leitura acaba se tornando um pouco lenta em alguns momentos. Mas a mensagem que o livro quer passar é muito interessante. É bem aquilo: cuidado com o que você deseja, um dia você pode conseguir.

O Mundo de Vidro

20 nov

Livro: O Mundo de Vidro
Autor: Maurício Gomyde
Ano: 2011

Há um homem de uns 30 e poucos anos, com uma vida normal, um trabalho mais ou menos, poucos amigos, barriguinha de chope, que não chama atenção, mas é desajeitado o que o torna engraçado. Há também uma mulher, linda, 20 e poucos anos, inteligente, independente, e que freqüenta lugares badalados, e fez ele se apaixonar a primeira vista.

Essa história pode ser interessante e ainda surpreendente, pois a primeira vez que ele à viu, foi quando ele perdeu o metrô para o trabalho e a encontrou, sentada no último vagão. Coincidência ou destino? Ele pensa que esse atraso teve algum motivo, então ficamos com o “destino”. Com isso, ele passa a “se atrasar” todos os dias, para encontrá-la no vagão, sendo que alguns dias não havia.

Um dia ele resolva segui-la e acaba se matriculando no curso de Economia que ela é professora, mas achando que seria seu colega de classe. Eles se conhecem e depois muiiitas coisas acontecem, e será que eles ficarão juntos no final?

E afinal, O mundo de vidro seria D’ele ou D’ela? Um mundo paralelo onde os dois tem os momentos deles, dividem seus carinhos, felicidades e todo amor que sentem pelo outro. Mas não pense que são os dois que eu citei a cima, pois O Mundo de Vidro é um “livro” que a personagem principal vai recebendo em capítulos e gostaria muito de fazer parte dele.

Inimigo Brutal

9 jul

Livro: Inimigo Brutal
Autor: Jack Higgins
Ano: 2000

Quando comecei a ler as primeiras páginas, não sabia que em minhas mãos estava um dos melhores romances policiais de ação que já li.

Inspirado em conflitos políticos e religiosos da década de 60 e 70, que até hoje assolam a Irlanda, é narrado em terceira pessoa nesta mesma época. Este período de violência aterrorizou a população do Reino Unido, e a independência da Irlanda deixou muitas vítimas.

O lendário líder desta luta, Colum O’Moore, doente e com pouco tempo de vida, resolver dar uma cartada decisiva para terminar bem o pouco tempo que resta de sua vida. Ao mesmo tempo, Sean Rogan, o mais duro soldado que o IRA (Exército Republicado Irlandês) teve na época, planeja escapar de uma das mais seguras prisões britânicas.

A ligação dos dois parece distinta, mas com a fuga de Rogan, o superintendente-chefe Vanbrugh, que já teve sua vida salva por ele, terá uma longa jornada para capturá-lo.

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